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  • Sérgio M. Botelho Júnior

Sejus inova em projetos contra as drogas


Em entrevista exclusiva para o portal ImagineAcredite, o subsecretário de Enfretamento as Drogas do Distrito Federal, Rodrigo Barbosa falou sobre as novas políticas públicas que a Secretaria de Justiça (Sejus), em parceria com outros Órgãos do governo, está realizando para inserir o ex-dependente ao mercado de trabalho.


A pasta conseguiu estruturar um projeto com várias ações para reinserção social no DF. Essas atuações ajudam as pessoas que estão em fase de acolhimento em uma comunidade terapêutica ou passando por algum tratamento nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).


De acordo com o subsecretário, o primeiro projeto é voltado para população em situação de rua e para dependentes químicos, que independe de qual secretaria essas pessoas entrarem, vai ter um percurso que o destino é a empregabilidade. “Vou dar um exemplo, se ele entra pela Secretaria de Justiça, se for em uma Comunidade Terapêutica, a gente vai ter que verificar a documentação, ver o nível escolar, ver se ele tem qualificação e se não tiver ele vai ser encaminhado para a qualificação tanto na Secretaria de Educação, com os cursos técnicos, ou na Secretaria do Trabalho. Então de acordo com o perfil dele, de acordo com aquele caso específico, ele vai ser encaminhado”.


Ele ainda completa que a visão do projeto “é que ele seja reinserido na sociedade de uma forma ativa, positiva e não mais como um passivo do Estado. Que tenha o protagonismo de vida dele e siga normalmente sua vida longe das drogas. É o que a gente nesse projeto”.


O segundo projeto é mais específico para as pessoas que não tem qualificação estudantil e que precisa ser alfabetizado. São pessoas que romperam o vínculo com toda a família e não passou por nenhum momento escolar em sua vida, ou seja, praticamente não tem nenhuma documentação escolar. O objetivo do Estado é oportunizar essas pessoas vulneráveis a terem acesso a educação básica, para que possam saber ler, escrever e assinar seu próprio nome.


Com a pandemia, os cursos são oferecidos de forma EaD (Educação à Distância) e uma das dificuldades é em relação a parte documental do histórico escolar. “Então a gente precisa reconstruir novamente, até mesmo para efetivar a matrícula deles. A gente busca ultrapassar esses obstáculos”.


Já o terceiro projeto, é uma parceria da Sejus com a Escola Técnica de Ceilândia, vinculada à Secretaria de Educação, que oferece cursos técnicos possibilitando a essas pessoas, com diploma, um mercado mais acessível para o trabalho. “A gente trabalha com um número reduzido. Então no ano passado, a gente encaminhou dez alunos e desses, sete se formaram e começaram outros cursos e foram inseridos no mercado de trabalho”.

Ricardo garante que “a gente quer ampliar esse projeto em outros espaços, né, esse foi um projeto piloto na Ceilândia, mas a gente que expandir para que outras Escolas Técnicas ofereçam esses cursos”.

César Lemos Lopes, dependente químico em recuperação, revela que participou desse terceiro projeto e escolheu o curso de programação. “A Escola Técnica de Ceilândia é muito bacana, as instalações, os professores. Foi, assim, uma passagem, muito boa, excelente, de primeiro mundo mesmo. Em um dado momento, tirei dez na prova e isso me deu vontade enorme de estudar, me mostrou que sou capaz, me abriu um horizonte”.

O quarto projeto é o “quem escolhe seu caminho é você”, sendo um convênio firmado com o Ministério da Justiça, com fundo de direitos difusos, por três anos. A proposta oferece vários cursos que os acolhidos querem desenvolver na localidade onde estão. “Então, por exemplo, se eles estão na CT, localizada no DF, e querem um curso de mecânica, então esse convênio vai oferecer um curso de mecânica no local onde eles estão”.


O escritório coletivo 4.0, quinto projeto, tem por finalidade receber currículos e demandas de pessoas que querem trabalhar e a secretaria fazer o encaminhamento. “A gente verifica as pessoas que estão nas CTs que já estão na fase de saída, pessoas que estão fazendo tratamento com álcool e outras drogas e também aquelas que estão em situação de rua, pra que de acordo com aquela situação dele, a gente faça a triagem para verificar qual é o melhor caminho para acessar o mercado de trabalho”, destaca Ricardo.


Vale ressaltar que as tendas do Governo do Distrito Federal, que oferecem serviços às pessoas em situação de rua, vão continuar no Setor Comercial Sul, quadra 5, até o dia 4 de setembro.


Ascom ImagineAcredite



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