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  • Sérgio M. Botelho Júnior

Missionário leva esperança, educação e acolhimento para necessitados em Moçambique


Você já imaginou sendo um missionário em outro país, para levar o amor, a palavra de Deus às pessoas e promoção social que o local necessita? Se a resposta foi sim, pois bem, vamos contar a história de um homem que teve sua vida mudada quando conheceu a proposta de colocar o Evangelho em prática por meio do Movimento dos Focolares, na Fazenda Esperança. De quem estamos falando? Do missionário Ricardo Oliveira, conhecido como Ricardinho.


Segundo ele, o que o deixava impressionado era “ver tantas mudanças de vida que acontecia através da vida da palavra e depois quando abriu a Fazenda da Esperança em minha região no Rio Grande do Sul, resolvi ir fazer uma experiência de 3 meses, em 1997, e tudo mudou, estou até hoje”. Em seguida, surgiu a oportunidade para Ricardinho ir até à África, mais precisamente, em Moçambique, para fundar a Instituição no local.


Ricardinho foi um dos primeiros missionários no continente, juntamente com os fundadores da Instituição, mais um grupo de jovens, homens e mulheres, da Fazenda Esperança de todo o Brasil, além das irmãs Apóstolas e um Padre irlandês. “Seria o primeiro país africano e o terceiro país a ter uma Fazenda da Esperança”, pontua. Esse período foi marcado após a guerra civil, onde tudo precisava ser construído. “Muitas ruinas, tínhamos a escola, um hospital e uma Paróquia, com 23 comunidades muito carente. Logo após nossa chegada, as irmãs saíram da missão e assumimos a missão com toda sua realidade de escola, internato e hospital. Trabalhamos assim por 5 anos, até começarmos o trabalho de recuperação”, lembra Ricardinho.


Questionado sobre o por qual motivo a educação foi o primeiro projeto, antes de trabalhar com os dependentes químicos, ele responde que era necessário organizar as escolas, pois muitas crianças não tinham acesso as aulas e outras eram órfãos, que eram ajudadas por programa de leite em pó e o acompanhamento de peso. “Foi aí que surgiu Euzébio, um menino com um pouco mais de um ano e que tinha pouco peso para sua idade, órfão”, recorda Ricardinho. Ele detalha que essa criança era acompanhada pela avó e que solicitou que a avó deixasse o menino com os representantes da Instituição para que melhor fosse assistido.


“Isso aconteceu e hoje ele se encontra conosco vivendo no Brasil já com 16 anos. Aí nasceu a necessidade de uma creche e que hoje é uma realidade que acompanha 200 crianças com educação e alimentação. Chama-se creche Chitaitai, que na língua Chindau, quer dizer vagalume. Trabalho este mantido por doações do Brasil, com adoção de uma criança a distância”, explica. Para ele, a importância dessa missão reflete atualmente e comemora que, depois de 15 anos, que a Fazenda se encontra em Moçambique, “chegaram mais 3 comunidades que hoje ajudam na missão. A obra de Maria, que cuida do internato, as pequenas missionarias de Maria imaculada que cuidam do hospital, a semente do Verbo que assumiu a creche e hoje a Fazenda cuida da recuperação de homens e mulheres”.


E vale ressaltar que, as escolas têm mais de mil alunos e a Fazenda hoje desenvolve também um trabalho de acompanhar as comunidades carentes, principalmente depois da tragédia do ciclone Idai, onde destruiu casas, hospitais, estradas e deixou mais de 182 pessoas mortas e foi classificado como o pior desastre climático no hemisfério sul.


Ascom ImagineAcredite


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