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  • Sérgio M. Botelho Júnior

Governo Federal reconhece a importância dos grupos anônimos



Desde o último dia 1º de janeiro, o Brasil vive um novo momento no quesito das políticas públicas voltadas ao acolhimento, combate e prevenção às drogas. Tanto é que foi instituída a nova Política Nacional Sobre Drogas (PNAD) e a partir dai instituições do terceiro setor passaram a ganhar um apoio governamental inédito em toda a sua história.


A valorização começou pelas comunidades terapêuticas, onde o Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (SENAPRED) iniciou uma campanha para capacitá-las e garantir a sustentabilidade e expansão destas. Tanto é que dois editais de financiamento de vagas foram lançados e devem beneficiar mais de 20.000 brasileiros que sofrem com a dependência química até o final deste ano.


Depois da CTs, a SENAPRED buscou combater a legalização da maconha e outras drogas no Brasil, convocando a Marcha da Família Contra Drogas. O movimento reuniu igrejas, ONGs, entidades do terceiro setor, autoridades governamentais e diversas famílias brasileiras. Como resultado, o Supremo Tribunal Federal adiou para uma data desconhecida o julgamento da possível legalização.


Agora, o Governo Federal mirou nos grupos de autoajuda e de ajuda mútua, a exemplo dos Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e os grupos de mútua ajuda para os familiares dos dependentes químicos, Al-Anon e Nar-anon. Tanto é que eles receberam, na semana passada, do Ministério da Cidadania, uma declaração de reconhecimento ao trabalho desenvolvido no apoio ao tratamento e no atendimento a dependentes químicos e a suas famílias.


Em entrevista ao Imagineacredite, Quirino Cordeiro Jr., atual SENAPRED, afirmou que ações fazem parte do fortalecimento do que o governo entende por Rede de recuperação de pessoas com dependência química. Por isso, anunciou que nas próximas semanas será divulgado o resultado final do edital de financiamento das federações de auto e mútua ajuda.


“A perspectiva é que cada federação habilitada possa receber 300 mi reais para que possa expandir o número de grupos de mútua ajuda e apoio familiar para a recuperação de pessoas com dependência química”, destacou Quirino. Além disso, ele destacou que ainda na semana passada a SENAPRED passou a trabalhar em cooperação com os grupos anônimos, com a expectativa auxiliar no fortalecimento e expansão deles.


“O objetivo da SENAPRED e do governo federal é auxiliar e ficar a disposição dos grupos anônimos para aquilo que eles desejarem. Esses grupos são extremamente importantes na recuperação de dependentes químicos, na promoção e manutenção da abstinência desses indivíduos. Nós sabemos que esses grupos têm a suas tradições e, por isso, ficaremos a disposição para ajuda-los de acordo com as demandas que forem por eles apresentadas”, completou.


Em tempos de epidemia de drogas, como afirma o Ministro da Cidadania, Osmar Terra, cabe destacar que todas as ações voltadas a esses grupos do terceiro setor são apenas alguns resultados da aplicabilidade da PNAD, que visa proteger e promover a vida e combater radicalmente as drogas no Brasil.

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