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  • Sérgio M. Botelho Júnior

Ex-ministro Osmar Terra pede nova audiência para mostrar os malefícios da maconha



Nesta quarta-feira (16), a Câmara dos Deputados realizou uma audiência interativa online para defender a aprovação da Nova Política Nacional sobre Drogas. O encontro contou com a presença dos deputados Alex Manente (Cidadania- SP), Secretário de Relações Internacionais, Paulo Teixeira (PT-SP), presidente da Comissão Especial – PL 0399/2015 – Medicamentos Formulados com Cannabis e Luciano Ducci (PSB-PR), relator do referido projeto de lei.


Outras autoridades marcaram presença como, Nathaniel Erskine-Smith, membro do Parlamento do Canadá; Sharren Haskel, membro da Knesset (Parlamento de Israel); Oded Shoseyov, professor de Biologia Molecular e Nanobiotecnologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.


O ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (DEM-RS) também participou do debate e criticou a reunião, pois apenas “enaltece as qualidades da maconha medicinal, mas não fala dos efeitos adversos. Foi um ponto comum entre todos os palestrantes que maconha não faz mal, só faz bem”.


Ele ainda sugeriu um debate com outros laboratórios de pesquisas internacionais sobre drogas para mostrar os malefícios que pode trazer a sociedade liberando a plantação de cannabis, pois “estamos vendo apenas um lado da questão e é importante ver o outro lado, falando de ciência e se precisar, eu encaminho uma solicitação e subscritas por muitos deputados, para que haja esse outro viés”, pontua Terra.


O parlamentar destaca que o objetivo é “liberar o plantio, a produção em grande escala, tem interesses bem definidos atrás disso, que é de grandes empresas canadenses que fazem lobby no Brasil com grandes propagandas e divulgações. A indústria da produção da maconha para consumo estaria em primeiro plano e só posteriormente, as preocupações com as crianças que têm síndromes raras, como convulsões”.


Durante a reunião, Terra fez um questionamento sobre quem são os usuários e quais são as doenças curadas pela maconha, já que há possibilidades de usar como medicamento para qualquer dor sem comprovação medicinal, sendo que “90% das pessoas que usaram na Califórnia não tinham doença nenhuma. Essa história que maconha cura tudo é uma balela, ela não tem evidências científicas”.


Terra ressalta que a única evidência comprovada até hoje é o uso de canabidiol especificamente para 0,8% dos casos de epilepsia, Síndrome de Lennox-Gastaut (SLG), que já foi autorizado pelo Ministério da Saúde e é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento à base de canabidiol.


A aprovação, segundo o ex-ministro, é para uso consumo próprio e fabricação de outros produtos que tornam fáceis a dependência química, como balinhas, chocolates e óleo. Por causa do teor alto de THC, “os jovens, 50% antes dos dezoito anos que começam a usar a maconha regularmente, ficam dependentes químicos e desencadeiam esquizofrenia, psicoses graves, cada vez numa frequência maior que cada vez mais está aumentando a dose de THC”, explica Terra.


Ele ainda frisa que no Brasil não há tratamento individual para os dependentes químicos, como está sendo proposto, e que todas as drogas ilícitas têm um aspecto medicinal, por exemplo, a morfina que é um remédio analgésico à base da planta papola que produz o ópio. “O ópio é um remédio que seria muito bom para relaxar, só que não usa ele porque causa um dano muito maior. A mesma coisa é a maconha. Quando começou a produção industrial das drogas, consideradas hoje ilícitas, começou a proibição no mundo, porque muita gente ao mesmo tempo fica com o estado mental alterado e produz alteração grave na sociedade”, alerta.


Em um dado momento, Terra pediu provas que não haveria aumento de consumo de drogas no país ao deputado Nataniel de Jesus e o indagou quais são os vínculos e os lobbys que têm com empresa canadense. “Se as drogas são tão boas, por que a maldade em proibir a maconha? Porque o resultado disso a gente já sabe. As famílias que têm dependentes químicos, que começaram com a maconha e que foram para outras drogas, já sabem a tragédia que é isso”, enfatiza Terra.


Sendo médico de formação e preocupado com a saúde brasileira, Terra concluiu que o país pode piorar muito com o plantio industrial da maconha e garantiu que vai trabalhar para que a nova PL não seja aprovada e finalizou com uma comparação que, “a bradicinina vem de um veneno da Jararaca e é o remédio mais usado para a pressão alta, porém ninguém cria a cobra para tratar a pressão alta”.


Ascom



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